Pode ou não pode: o uso de óleos essenciais na saúde íntima

Quando pesquisamos referências científicas sobre o uso de óleos essenciais percebemos de imediato que há uma grande abundância em pesquisas sobre a utilização desses produtos bactérias comuns presentes em infecções genitais femininas, como é o caso da Candida albicans. A eficácia da aromaterapia para ajudar a tratar candidíase, bem como outras infecções urogenitais, levou a um grande estouro de publicações na internet sobre o uso terapêutico, mas também preventivo dos óleos essenciais. E isso passou a ser um problema…

Sempre que uma propriedade dos óleos essenciais é amplamente divulgada há também a divulgação de usos equivocados ou inseguros. Um deles é o ato de pingar uma gota de óleo essencial na roupa íntima como forma de prevenir doenças ginecológicas. Além de ser ineficaz, essa prática pode ocasionar queima da mucosa ou alteração da flora genital benéfica. Então, nada de pingar óleo essencial na calcinha, viu?

A mucosa genital é muito sensível a substâncias externas, principalmente em se tratando de óleos essenciais que podem ser irritantes se usados puros. Além disso, boa parte das pesquisas que mostram eficácia na ação bactericida dos OE são realizadas em placas de cultivo das bactérias; portanto, não existe uma análise de dados sobre o uso clínico, ou seus impactos nas bactérias que fazem papel positivo no corpo humano e são essenciais para sua saúde. Afinal, óleos essenciais não distinguem bactérias boas de bactérias ruins.

Como usar óleos essenciais com segurança?

Calma, sem desespero. Sim, é possível fazer um uso adequado da aromaterapia para cuidar da saúde íntima, desde que seja feito com cuidado, respeitando diluições, formas de aplicação e tempo de tratamento. Neste caso, uma forma bastante utilizada é o banho de assento com óleos essenciais diluídos em álcool de cereais. Essa é uma aplicação mais simples e segura que pode ser complementar aos tratamentos tradicionais e medicamentosos. Mas, cuidado, o uso deve ser pontual e por um período inferior a 7 dias, para evitar o risco de sensibilização a longo prazo.

Em alguns países é possível a manipulação de ovos genitais, que são “comprimidos” feitos com óleos e manteigas vegetais e adição de óleos essenciais. Os ovos vaginais são inseridos de forma interna no canal vaginal para irem derretendo e liberando os compostos ativos aos poucos na mucosa. No entanto, no Brasil não há oferta segura da manipulação de produtos deste tipo, o que torna inseguro o tratamento vaginal interno com misturas caseiras ou feitas sem orientação adequada. Por isso, jamais use óleos essenciais puros nesse tipo de tratamento, você pode fazer mais mal do que bem.

Lembre-se que o uso da aromaterapia não substitui a busca por um médico especialista, nem deve substituir o uso de medicamentos tradicionais receitados por profissionais da saúde. Além disso, em caso de dúvidas sobre como usar os óleos essenciais de forma segura, procure o auxílio de aromaterapeuta para ser seu guia durante esse processo. E permaneça sempre atento às nossas redes sociais para dicas simples e seguras de uso dos óleos essenciais.


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