Verdade ou mito: óleos essenciais que potencializam a ação de outros óleos?

Existe nas redes sociais um mito bastante comum de apontar um óleo essencial raro e caro como sendo capaz de potencializar a ação de outros óleos essenciais. É fácil entender quais seriam os motivos pelos quais essa jogada de marketing é usada: um óleo caro como o Olíbano, com apelo cultural grande pela sua história de uso antiga e que se encaixa bem em diferentes necessidades. Mas a verdade é que não é bem assim…

Como você já deve suspeitar, quando se trata do Óleo Essencial de Olíbano a ideia de que ele potencializa a ação de outros óleos é apenas um mito. Contudo, vamos trazer algumas informações verdadeiras a seguir para você que quer entender se existe ou não algum óleo essencial com esse potencial.

Primeiro, quando falamos em potencializar significa a ação de tornar algo mais eficaz, de incrementar e intensificar seu apelo ou benefícios. Então, é claro, devemos nos atentar ao fato de que não existe uma poção mágica que potencialize algum composto de forma absoluta. O que existe são óleos essenciais ricos em compostos moleculares capazes de auxiliar na absorção de outros compostos, portanto, melhorando a permeação cutânea¹ e a farmacodinâmica destes óleos essenciais. Esse é o caso, por exemplo, do 1,8 cineol, um óxido abundante em óleos essenciais como Eucalipto Glóbulos, Eucalipto Radiata, Alecrim qt.cineol, entre outros.

No entanto, isso não quer dizer que se deve adicionar sempre óleos essenciais com 1,8 cineol nas misturas de óleos que serão usadas! Cada óleo essencial e compostos moleculares têm suas particularidades e efeitos que podem ser realçados ou inibidos pela adição do 1,8 cineol. Inclusive, essa é uma molécula com certas contraindicações para alguns grupos de usuários, como gestantes, crianças pequenas, idosos, pessoas com condição de fragilidade neurológica ou hipertensos.

Além disso, existe um outro sentido para adotarmos em relação à possibilidade de “potencialização” da ação dos óleos essenciais por meio do uso de outros óleos. Particularmente, é o que ocorre no sinergismo. Sinergia é a associação de diferentes compostos – ou organismos, em outros contextos – que em conjunto são capazes de ampliar ou potencializar a ação de suas partes, sendo que o resultado do conjunto é maior que o uso isolado das partes. Na aromaterapia, também chamamos esse processo de blend.

É importante deixar claro que nem sempre a mistura de óleos essenciais vai promover sinergismos. Existem casos, como citado anteriormente, em que os óleos essenciais podem reduzir ou anular o efeito de outros óleos. É preciso conhecer minimamente a ação dos mesmo para saber se seu efeito não seria antagônico. Se você quer mais algumas dicas de como pensar e montar uma mistura de óleos essenciais com potencial sinérgico, basta acessar nosso post sobre montagem de blends. Nele existem diversas dicas valiosas que podem ajudar a montar mais que uma mistura de óleos.

¹Absorção de um composto pela derme, em camadas, mas sem chegar aos vasos sanguíneos.

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