Por que não ingerir óleos essenciais?

Óleos essenciais são compostos complexos, formados por dezenas e até centenas de moléculas bioquímicas. Eles são utilizados há anos em diversos países de diferentes formas, mas é a partir do uso tópico (diluído e aplicado na pele), pela inalação e pela difusão que a aromaterapia se estabeleceu na grande maioria dos países. Você já deve ter se questionado sobre a ingestão dos óleos essenciais: por que algumas marcas indicam e outras não? Quais são as restrições? Neste post, vamos esclarecer algumas dúvidas a respeito desse assunto tão complexo.

Por ter uma tradição de uso dos óleos essenciais, sabe-se que, embora alguns poucos OE possam apresentar riscos de sensibilização, as formas de aplicação por inalação, difusão e tópica são extremamente seguras quando feitas de forma adequada, e já falamos muito sobre elas desde a criação deste blog. Pesquisas científicas sobre essas formas de uso dos óleos essenciais corroboram com o que já era observado na prática em termos de eficácia e nível de segurança.

A ingestão de óleo essencial é proibida no Brasil

Pelas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a recomendação de ingestão de óleos essenciais é proibida em território nacional. Visto que a Via Aroma é uma empresa registrada pela ANVISA, seguimos todas as normativas pertinentes ao segmento e não recomendamos, sob nenhuma hipótese, a ingestão de óleo essencial como forma de tratamento ou recreativa. Para quem gostaria de se aprofundar no assunto, indicamos a consulta com um profissional da saúde e/ou aromaterapeuta qualificado que possa orientá-lo da melhor forma possível. Os óleos essenciais da Via Aroma são 100% naturais e certificados pelo IBD.

Então, vamos entender por que não é recomendada a prática de ingestão?

As pesquisas sobre ingestão são limitadas

Embora a ciência tenha explorado os possíveis efeitos, riscos e interações que os óleos essenciais podem fazer com o nosso organismo, foi apenas recentemente que se iniciou de modo informal a ingestão de óleos essenciais. Não existem pesquisas que demonstrem quais as consequências e as possíveis interações destas substâncias com o organismo humano a curto ou longo prazo. As pesquisas já realizadas por diversas universidades são feitas em animais, demonstrando que há, sim, riscos de intoxicação bastante aumentado no uso dos óleos essenciais de forma interna.

Risco de sensibilização ou intoxicação

O uso interno de óleos essenciais pode sensibilizar a mucosa interna da boca, esôfago e estômago, promover alteração da flora bacteriana saudável do corpo, gerar acúmulo e intoxicação de tecidos corporais a longo prazo, além de alterar a eficácia de medicações utilizadas pelo usuário. Não existem diretrizes que estabeleçam padrões de uso seguro para o uso oral de óleos essenciais.

Outros problemas também associados à ingestão são: maior risco de reações graves em caso de alergia à componentes do óleo essencial, maior risco de interação medicamentosa (podendo aumentar ou diminuir e até anular o efeito de medicações), agravamento de patologias que a pessoa já tenha e alteração da flora intestinal saudável – final, os óleos essenciais são bactericidas e alteram o funcionamento do corpo, mas não sabem diferencias bactérias boas de bactérias ruins. Os problemas podem se agravar, ainda, para os públicos de exceção.

Toxicidade para o metabolismo

Nas pesquisas realizadas por universidades do Brasil e no exterior demonstram que a ingestão dos óleos essenciais faz com que a composição química dos mesmos se altere, parando por um processo chamado “metabolismo de primeira passagem”. Essa alteração pode transformar os compostos químicos tornando-os ineficazes ou até mesmo aumentando o risco de reações indesejadas.

Muitas destas pesquisas, inclusive, chegam a estabelecer níveis de toxicidade para os animais de mostrando como a ingestão inadequada de óleos essenciais pode causa intoxicação neurológica, fetal (alterando desenvolvimento de fetos) ou mesmo a DL (dose letal) que pode levar os animais ao óbito. Ainda há muito para a ciência caminhar até que existam dados atestando a segurança do uso interno dos óleos essenciais.

Marketing apelativo

Um último fator que deve ser levado em conta é que a ingestão é utilizada por determinadas marcas como apelo de marketing. Entenda que no país não há regulamentação na ingestão de óleos essenciais. O que acontece é que algumas empresas registram seus óleos (comumente registrados como cosméticos) como se fossem flavorizantes alimentícios, contornando a legislação para supostamente permitir o uso interno dos óleos. Mas, esse seria permitido apenas para saborizar alimentos.

A indicação de ingestão de produtos com intuito terapêutico é uma prática exclusiva de alguns profissionais de saúde e a sua indicação de forma inadequada pode gerar processos por exercício ilegal da profissão e, no caso de profissionais que poderiam indicar medicações, em prática negligente por indicação de produtos não autorizados e sem registro nos órgãos regulamentadores.

Portanto, nós da Via Aroma, reiteramos o posicionamento de não recomendamos a ingestão de óleos essenciais com o intuito de tratamento, por ser uma prática que apresenta diversos riscos e não existirem diretrizes seguras. Privilegiamos a divulgação e utilização do uso seguro dos óleos essenciais por vias de maior segurança para nossos clientes.

Referências:

BAUDOUX, D. O grande Manual da aromaterapia de Dominique Baudoux. Editora Laszlo, 2009.

TISSERAND e YOUNG. Essential oil safety: a guide for health care professionals. Editora Churchill Livingstone, 2013.

ABRAROMA. Ingestão de óleos essenciais – posicionamento da ABRAROMA. Acessado em: https://aromaterapia.org.br/ingestao-de-oleos-essenciais-posicionamento-da-abraroma/


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